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24
Mar14

Guia.

por edubenavente

É responsabilidade dos EEEF prevenir de forma generalizada todo o tipo de situações de maus tratos assim como detetar as crianças não só em risco mas também em perigo, avaliando e determinando as intervenções necessárias no âmbito das suas competências ou, quando for necessário, intervindo em articulação com outras entidades com competência em matéria de infância e juventude.

 

 

Intervenção dos Estabelecimentos de Educação e Ensino

(Capítulo 3)

24
Mar14

Guia.

por edubenavente

 

 

 

 

 

 

 

PARA REFLETIR.

 

Os Estabelecimentos de Educação, Ensino e Formação (EEEF) têm uma posição privilegiada na proteção à criança uma vez que a totalidade das crianças os frequentam, durante muitas horas por dia e ao longo de vários anos.

 

Os profissionais da educação são referência para as crianças. Os professores e educadores conhecem muito bem as etapas de desenvolvimento infantil sendo observadores privilegiados do seu crescimento.

 

Os EEEF são locais onde as crianças criam relações significativas com professores, colegas e assistentes operacionais e com elas sobrevivem a relações familiares muitas vezes traumáticas.

 

Os EEEF são o contexto socializador mais importante, para as crianças, depois da família. Rompe-se o isolamento que as crianças possam estar a viver, uma vez que nestas idades a vulnerabilidade da criança é grande e estão mais expostas a eventuais situações de maus tratos.

 

Os maus tratos tem impacto na dinâmica dos EEEF e é fundamental procurar criar um bom clima educativo. Para isso são necessárias estratégias e programas para enfrentar estas situações e ajudar a integração e inclusão destas crianças e das suas famílias.

 

Os maus tratos às crianças não ficam só pelos maus tratos físicos. Muitos estudos demonstram uma elevada incidência de outros tipos de maus tratos e outras situações de perigo que deixam importantes sequelas nas crianças, tanto a curto como a longo prazo.

 

As crianças que sofreram algum tipo de mau trato geralmente tem dificuldades de relacionamento e integração, com reflexos no seu rendimento escolar. Também se podem manifestar em atrasos no desenvolvimento físico e cognitivo, problemas relacionais, de isolamento ou agressividade, e de atenção e concentração que têm repercussões no seu desenvolvimento global.

 

A vivência escolar facilita a observação de indicadores físicos, comportamentais e escolares que podem indicar, ou não, a ocorrência de maus tratos, nomeadamente negligência, abuso físico, emocional e/ou sexual.

 

Qualquer EEEF tem um contexto privilegiado para observar e avaliar a atitude dos pais em relação à educação dos filhos e até conhecer o seu meio envolvente. Certas práticas educativas dos pais podem resultar em situações de maus tratos, se afetarem a criança na sua integridade física ou psicológica.

 

A comunidade educativa pode oferecer o apoio e a informação necessários à criança e à família em momentos em que a mesma está a passar por dificuldades.

 

 

Intervenção dos Estabelecimentos de Educação, Ensino e Formação (EEEF)

(Capítulo 3)

 

 

 


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